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segunda-feira, 14 de março de 2016

A Literatura como base para a EA e para o Empreendedorismo Socioambiental

Há mais de quatro anos, a consultora educacional novaodessense, Ana Lúcia Maestrello, desloca-se para São Bernardo do Campo (SP) com o objetivo de acelerar a aprendizagem de aproximadamente 900 alunos do Colégio Externato Rio Branco. Os 150 Km dessa viagem têm velocidade controlada, mas a metodologia de ensino de sua empresa social não tem limites quando o assunto é geração de conhecimento.
Momento da atividade do 4º ano do Ensino Fundamental I
Foto: Divulgação/Externato Rio Branco
A Maestrello Consultoria, startup dirigida pela linguista com formação da Unicamp, utiliza-se da Literatura para promover a Educação e o Empreendedorismo com respeito ao Meio Ambiente. Reconhecidos e premiados em âmbito nacional, os cursos da empresa fazem sucesso por onde passam. “O trabalho de literatura, em parceria com a Maestrello, está a todo vapor! Hoje [10] foi dia de sondagem: os alunos do 4º ano apresentaram o que conhecem ou imaginam acontecer na história O Mágico de Oz”, celebrou publicamente a direção do Externato Rio Branco.
Estudantes exibem seus trabalhos, referentes ao 2º passo do método Maestrello
Foto: Divulgação/Externato Rio Branco
A empresa desenvolve sua metodologia desde 2012 no colégio, ensinando aos educadores oito técnicas para execução de seu trabalho: comportamento de leitor, sondagem, decoração da sala, antecipação linguística, leitura, atividades de inteligência social, seminários e narrativa - que é avaliada em forma de simulado, e tem proporcionado resultados positivos para todos os envolvidos no processo de ensino/aprendizagem.
No último sábado (12), os projetos da consultoria foram temas de uma formação da equipe pedagógica da escola. “Nossos cursos de Literatura Socioambiental e Empreendedorismo Socioambiental foram apresentados para cerca de 30 educadoras, que foram orientadas sobre a possibilidade de discutir a EA [Educação Ambiental] a partir da análise de obras literárias, já estimulando o desenvolvimento de ‘alunos/empresários’ preocupados com a sustentabilidade hídrica de seus negócios”, informou Ana.
Momento da formação das discentes, ministrada pela diretora executiva da consultoria
“Hoje, no momento da leitura, nós estamos trabalhando de uma forma muito mais focada, com mais sentidos, fazendo com que nossos alunos se tornem mais críticos. O método aumenta o vocabulário, o conhecimento da parte história da obra, o que permite uma aprendizagem mais completa, pois, quando temos a formação, enquanto pedagogas, trabalhamos as partes emocional e intelectual, e, no momento da leitura, com a metodologia, nós fazemos tudo isso – se torna um projeto interdisciplinar, trabalhando a leitura, então acaba contemplando todas as áreas necessárias para o desenvolvimento da criança e para a aquisição do conhecimento”, ressaltou a professora do 1º ano do Fundamental I, Vivian Minatti.
Para a educadora da 2ª série desse mesmo nível de ensino, Romina Sano Sarmazo, a proposta da Literatura Socioambiental é “surpreendente, porque não tinha visto esse conteúdo nem como introdução para o Ensino Básico, e aqui ele está sendo apresentado de um jeito muito claro para as crianças, fácil de entenderem e colocarem em prática”.
“Achei muito interessante o projeto, especialmente por poder ser trabalhado com os estudantes do Integral o valor da água. Eles vão levar esse conhecimento para além da sala de aula, o que vai ajudar o mundo”, disse a orientadora Ursula Ambrosio.
As formações da Maestrello alinham teoria e prática, para facilitar a disseminação do conhecimento
Fundada em 2008, a Maestrello é uma empresa social que objetiva disseminar o conhecimento para atender o interesse público e acelerar o processo de aprendizagem, utilizando-se da Linguística como pilar fundamental para sustentar sua causa. A consultoria educacional também trabalha por uma natureza mais equilibrada e sociedades sustentáveis, graças à sua força comunicativa.

Mais informações: Ana - (19) 98376-8000 ou analuciamicheli@gmail.com
Coordenação Pedagógica do RB - (11) 4368-0555 ou pedagogico.daniela@rbranco.com.br

     
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística

segunda-feira, 7 de março de 2016

Professor da disciplina de Educação Ambiental na Unicamp é contra o Projeto de Lei que impõe a matéria às escolas

Com o objetivo requalificar o conhecimento socioambiental de sua proposta educativa, a Maestrello Consultoria está cursando a disciplina de Educação Ambiental (EA), da Faculdade de Tecnologia da Unicamp, que teve início na última quinta-feira (3).
O programa está dividido em três blocos que se entrelaçam no decorrer de 15 aulas, de 4h cada. Coordenador dos encontros e professor da matéria, Sandro Tonso explicou seus temas e respondeu a algumas dúvidas do departamento de Comunicação da startup novaodessense de geração de conhecimento e aceleração da aprendizagem.
Tonso, durante a aula inaugural
A primeira parte do estudo contemplará a “Crise da Civilização”, que, para o educador, não é simplesmente ecológica, mas prioritariamente social. “O principal objetivo deste bloco é a construção de uma postura de verdadeiro respeito à diversidade no seu sentido mais amplo: ecológico, social, político e cultural; a partir de uma análise ampla e integrada das principais questões ditas ‘ambientais’, frequentemente divulgadas pela mídia de um modo muito superficial”, informa Tonso.
Por sua vez, segundo o professor, o Jornalismo tem desempenhado papel “deseducador”, quando se propõe à divulgação ambiental. “99% da mídia somente reproduz informações, de forma falsamente neutra, o que não permite a reflexão e nem incentiva o diálogo. Essa atuação tem prejudicado a formação de educadores ambientais, pois não colabora com a emancipação das pessoas, pelo contrário, promove a doutrinação, construindo uma hegemonia de pensamentos”, ressalta.
Mas a Educação Ambiental poderia ser uma resposta à crise? O segundo bloco da disciplina propicia este debate, estudando o histórico do movimento ambientalista, apresentando experiências educativas socioambientais comunitárias e discutindo os principais conceitos, valores, metodologias e políticas públicas de EA; destacando ainda que há diversas educações ambientais, desde as mais conservadoras até as mais críticas.
Para compreender melhor as políticas públicas no âmbito educativo socioambiental, a diretora executiva da consultoria de Nova Odessa (SP), Ana Lúcia Maestrello, explica que suas metas visam assegurar o direito à cidadania, com respeito ao meio ambiente. “Elas são construídas com a participação dos setores público, privado ou de entidades para resolver problemas sociais, através da elaboração de ações, projetos e programas a serem executados pelo Estado”, diz ela.
Ana e João Demarchi (em destaque), do Lapecs-IZ, são alunos especiais da disciplina
EA como matéria obrigatória
Na tentativa de justificar a importância da pauta, Ana lembra o Projeto de Lei Iniciado no Senado (PLS 221/2015) que impõe a obrigatoriedade da disciplina de Educação Ambiental para asescolas de Ensino Fundamental e Médio. “Formulado pelo senador Cássio Cunha Lima, do PSDB da Paraíba, esse projeto será discutido na próxima terça-feira [8] pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; se aprovado, ainda será apreciado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Nós, educadores, reconhecemos que qualquer iniciativa para abordar o conteúdo socioambiental em sala de aula é louvável, mas, antes disso, é necessário melhorarmos todo o sistema educacional brasileiro – e as políticas públicas podem colaborar e muito nesse processo”, comenta Ana, uma dos 50 alunos da disciplina ministrada por Tonso, que considera esse Projeto de Lei bastante problemático.
“Essa proposta não faz sentido algum pela forma como está sendo conduzida, principalmente por não ter sido debatida nas escolas, universidades e demais coletivos educadores. Ela ‘caiu do céu’, sem qualquer envolvimento do proponente com as redes, grupos e associações ligadas à EA do país. A Educação Ambiental já é incentivada como tema transversal nas escolas faz tempo, embora com todas as dificuldades de trabalhá-la na rede formal. Todos podem contribuir com a construção de espaços educadores para a discussão e prática socioambiental, esta seria a melhor resposta à crise da civilização”, destaca ele.
A terceira parte do estudo da Unicamp promove encontros de sensibilização, visando à formulação de projetos. “Nesta fase, a disciplina propõe uma série de dinâmicas e atividades que têm por objetivo a sensibilização para as questões discutidas, procurando integrar uma dimensão racional e informativa a um trabalho sensível, afetivo, estético e formativo. Desta forma, acredita-se que toda a dimensão humana esteja presente na preparação de projetos de EA. Somente desta forma, acredita-se na possibilidade transformadora da Educação Ambiental, entendida com Educação Política e socialmente responsável. Os encontros se constituem numa das poucas oportunidades de real exercício de interdisciplinaridade em torno a uma questão que afeta a todos: a dimensão socioambiental, e que, de uma forma ou de outra, toca a todas as profissões, que deveriam se sensibilizar para discutir sua participação na construção de uma solução coletiva”, conclui o educador ambiental, que já sensibilizou mais de 2 mil estudantes, em 20 anos como professor da disciplina, na Unicamp. 

Contatos: Tonso - (19) 98118-1825 ou sandrounicamp@gmail.com
                Ana - (19) 98376-8000 ou analuciamicheli@gmail.com



Juan Piva
MTB - 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística