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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Prazo para entregar o CAR está terminando e a falta do cadastro significará menos dinheiro

O Laboratório de Pesquisa, Educação e Comunicação Socioambiental (Lapecs-IZ), em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), faz um alerta aos donos de propriedades rurais da região que ainda não fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR): “sem o documento = sem dinheiro”, afirma o coordenador do Lapecs, João Demarchi, ressaltando que o prazo para o envio das informações se encerra em dez dias – 5 de maio.
“A liberação de financiamentos agrícolas, pelos bancos, só vai ser possível com o CAR, a partir de 2017. A comercialização dos produtos também será dificultada para quem não fizer o cadastro, além de notificações e multas que já estão sendo previstas”, destaca Demarchi.
Levantamento da Maestrello Consultoria aponta que 15% dos proprietários de Americana ainda não entregaram seus dados. Em Nova Odessa, a situação é ainda pior: 20% faltam se cadastrar.
Cerca de 30% da área total do país não entrou para o CAR. A região Norte está à frente, seguida por Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul, que ocupa a lanterna do registro por conta de indefinições em terras do bioma Pampa.
“O cadastro é obrigatório para todos os imóveis rurais e tem a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades, compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico contra o desmatamento. Ele auxilia no processo de regularização ambiental das terras, com o levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, delimitação das Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal, remanescentes de vegetação nativa, área agricultável consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública”, informa o engenheiro agrônomo da CATI, André Barreto, que tem auxiliado americanenses e novaodessenses quanto ao preenchimento do formulário da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
Barreto atende na Casa de Agricultura de Nova Odessa, que, assim como o Lapecs, é sediada no Instituto de Zootecnia – Rua Heitor Peteado, 56, Centro. “Assistência técnica, sindicatos ruralistas e secretarias municipais de Meio Ambiente têm se esforçado para que o Brasil alcance 100% do cadastramento. Vale lembrar que o registro também pode ser feito pela internet, através do site www.sigam.ambiente.sp.gov.br”, diz o técnico da CATI, regional de Piracicaba.

Mais informações: (19) 3476-9814 ou ca.novaodessa@cati.sp.gov.br

           
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Empreendedor de NO ganha o mundo com suas cadeiras de barbear recicladas

O que era lixo, em 30 dias, torna-se artigo de luxo. Restaurada por Ricardo Hedlund em sua oficina na pacata Nova Odessa, interior de São Paulo, uma cadeira de barbear vira atração em um salão de beleza de Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, sinônimo de riqueza pelo mundo.
A Maestrello Consultoria, que promove o empreendedorismo socioambiental no Brasil, vai contar a história de um conterrâneo que está se popularizando com um ofício criativo, sustentável e rentável.
Trabalhando como mecânico em empresas da região e até multinacionais, Ricardo - atualmente com 47 anos - ainda não havia se encontrado profissionalmente. Em casa, o hobby de reformar móveis antigos parecia lhe dar mais prazer. Foi então que, em 1992, apareceu uma cadeira de barbear no fundo do quintal de sua casa para ele restaurar. E a peça customizada para o Museu do Ipiranga foi “divisor de águas” em sua vida.
Natural de Jundiaí (SP), Ricardo veio para Nova Odessa ainda bebê. “Minha mãe trabalhava como tecelã aqui, daí meu pai a conheceu e começaram a namorar. Viemos para cá quando eu tinha um ano”, informa ele, lembrando também de suas duas irmãs.
Pai e filho na oficina
“O gosto pela Mecânica e por renovar artigos [até então] inservíveis veio do meu pai, um restaurador de relógios”, ressalta. Mas também pode ser genética: o filho Luiz Miguel, de 21 anos, o ajuda na oficina, que funciona de segunda a sábado, com empolgação.
E o jovem destaca a importância do trabalho deles para o Meio Ambiente. “Chegamos a tirar cadeira do meio do mato para reformar. O óleo usado nessas peças antigas também é muito poluente”, afirma o filho.
Além de promover a reciclagem, o serviço evita o consumismo. “As cadeiras novas, por exemplo, não duram nada, são praticamente descartáveis. Já as nossas damos dois anos de garantia, mesmo sendo de séculos atrás”, diz o empreendedor.
A cadeira mais antiga que reformou é de 1823. Na manhã desta sexta-feira (15), ele tinha uma de 1890 para restaurar, embora outra pronta, dez anos mais nova, dava brilho à oficina.  Mas nem tudo é feito ali. Ricardo terceiriza os serviços de jato de areia (para remoção de pintura), cromagem, tapeçaria e o frete.
Cadeiras de 1823 (vendida), de 1890 (comprada) e de 1900 (negociando)
“No país, já fui levar encomenda pra Bahia, de carro, e fretado entregou no Mato Grosso e em Pernambuco”, recorda. No entanto, o reconhecimento internacional o enche de orgulho. “Fiz quatro cadeiras pro Zidane, que hoje estão na casa dele, na França. Têm outras em Dubai, Portugal”, celebra o empresário.
Zidane, Ricardo e seu filho, após gravação de comercial em que destaca uma cadeira dele
Importante ressaltar que seu trabalho favorece o crescimento de outros. “Tem barbearia que começou com uma cadeira minha e depois virou rede, que se espalhou pela Capital, e acabei vendendo mais 12. Em Nova Odessa tem uma barbearia que foi montada por mim, no ano passado, e está indo bem também”, pontua Ricardo.
“Adoro morar aqui. É uma cidade muito boa para se viver, pela segurança, educação, meio ambiente e incentivo à cultura - neste caso, por exemplo, vou poder mostrar meu trabalho num evento que será realizado domingo agora, paralelo a um festival de música gratuito”, destaca ele.
Encomenda para a Marvel
Ainda sobre a popularização da Hedl Custom – Barberchairs, ele revela prós e contras. “Gosto da exposição, tanto por parte da mídia como nos eventos, pois as pessoas reconhecem meu trabalho, mas isso também prejudica em relação à concorrência, porque inflaciona o mercado. Porém, essa divulgação, quando focada na sustentabilidade e no estímulo ao empreendedorismo local, como a Maestrello está se propondo a fazer nesta reportagem, acho muito importante”, enfatiza o mecânico.
Uma cadeira usada, para ele reformar, custa de dois a três mil reais. Após a restauração de sua empresa, é comercializada de seis até 18 mil. “Quanto mais antiga, mais cara. Levo, em média, 30 dias para concluir um serviço”, comenta Ricardo, que, embora reconheça a crise econômica brasileira, incentiva o desenvolvimento de novos negócios, “que venham para fazer a diferença”.
“Contudo, ainda tenho um sonho de montar uma barbearia para meus filhos tocarem, aqui na cidade. O Luiz continuaria produzindo as cadeiras; o mais novo, João Pedro [20 anos], seria o barbeiro, pois já atua na área; e o Leonardo [24], por ser bancário, poderia fazer a administração”, conclui o empreendedor socioambiental novaodessense.

Mais informações: (19) 99756-0466 ou ricardohedlund@hotmail.com
          
 
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística

quarta-feira, 9 de março de 2016

Projetos de educação ambiental serão destaque em evento empresarial e livro do PCJ

O Curso de Empreendedorismo Socioambiental da Maestrello Consultoria foi selecionado para participar do 8º Acelera Startup, programa de incentivo à criação de empresas e que premia projetos inovadores da área. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o concurso chega pela primeira vez à região de Americana (SP), e será realizado em meio à Semana do Jovem Empreendedor (SJE).
Segundo Oswaldo Delfin Nogueira, diretor estadual adjunto da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), realizadora da SJE, o Acelera Startup recebeu inscrições de projetos de todo o Brasil, mas seu objetivo é fortalecer o empreendedorismo local e reconhecer as ideias mais promissoras para o desenvolvimento econômico do país.
O concurso acontece nos dias 18 e 19 deste mês no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Americana, e contará com palestras, mentorias de especialistas, painel com agências de fomento e mediação, além de premiar as melhores ideias de empreendedorismo. Para a coordenadora do curso e diretora executiva da consultoria, Ana Lúcia Maestrello, o evento também será uma oportunidade de networking e de investimento para acelerar negócios de interesse público.
Mais visibilidade
A repercussão de projetos da startup de geração de conhecimento e aceleração da aprendizagem têm superado as expectativas de Ana. “Ontem [8] fomos convidados para participar da revisão do livro ‘A história contada por nós mesmos’, que vai apresentar práticas significativas de educação ambiental nas bacias hidrográficas da região, e, para nossa honra, falará sobre uma ação desenvolvida pela Maestrello para a conservação da água”, comenta ela.
Em reunião na sede do Consórcio das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), membros da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA) fizeram a leitura dos capítulos II e IV da obra - que divulgam os Comitês PCJ e os trabalhos educativos socioambientais encaminhados pelos participantes da CT-EA - e sugeriram correções textuais.
De acordo com a gerente técnica do Consórcio PCJ, Andréa Borges, a ideia inicial dessa publicação era de fazer um levantamento das atividades de EA que foram realizadas nas bacias hidrográficas, desde a implantação dos Comitês PCJ.Porém, conforme as pesquisas foram sendo realizadas, começamos a debater de que forma poderíamos ampliar a divulgação dos resultados, visto que enxergamos nessa iniciativa um enorme potencial para alavancar outras ações de educação ambiental nas bacias. Após uma primeira apresentação do projeto para a CT-EA, chegou-se à conclusão de que esse levantamento poderia ser transformado em um livro, trazendo assim uma sensação de maior pertencimento aos membros da câmara técnica, que muito contribuíram para a construção dos processos educativos diagnosticados em nossa região. Além disso, após o lançamento da obra - prevista para agosto -, esperamos que mais e mais pessoas sejam inspiradas, através da troca de experiências, contribuindo assim com o fortalecimento das ações de educação ambiental nas bacias PCJ”, diz Andréa.
Juan Piva é suplente de Ana na CT-EA e representou a Maestrello na revisão
“As oficinas de Empreendedorismo Socioambiental e Literatura Socioambiental que realizamos no consórcio, em 2015, deram maior visibilidade para o método Maestrello, o que tem garantido premiações importantes para nossa empresa social. Esperamos que o curso figure entre os destaques do 8º Acelera Startup e que o projeto ‘Água: Nossa Preocupação’ seja mesmo um instrumento multiplicador de práticas educativas ambientais, a partir de sua exposição no livro A história contada por nós mesmos”, ressalta a diretora da startup educacional de Nova Odessa (SP).

Contatos: Ciesp Americana - (19) 3478-1060 ou suporte@ciespamericana.com.br
    Consórcio PCJ - (19) 3475-9405 ou andrea.borges@agua.org.br
                Ana - (19) 98376-8000 ou analuciamicheli@gmail.com
     

Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística