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quarta-feira, 20 de abril de 2016

A responsabilidade ambiental ensinada desde a 1ª infância

Como a personalidade do indivíduo é formada até os 12 anos, a Maestrello Consultoria Linguística vai inserir na bagagem cultural de crianças o ecoprofissionalismo. O trabalho foi iniciado com a formação dos professores da Educação Básica do Colégio Externato Rio Branco, de São Bernardo do Campo (SP), onde a empresa novaodessense trabalha há mais de quatro anos pela aceleração da aprendizagem de aproximadamente 900 alunos.
Ana com uma das participantes da oficina, que estava com seu filho
Depois de apresentar a proposta da Literatura como base para a Educação Ambiental (EA) e para o Empreendedorismo Socioambiental, a startup voltou à escola, no último sábado (16), para desenvolver a segunda etapa do curso de 40 horas que propõe a formação integral dos estudantes para o ecomercado de trabalho.
Ministrada pela linguista e diretora executiva consultoria, Ana Lúcia Maestrello, a oficina contou com a participação de 23 educadoras, que cocriaram as atividades a serem ensinadas no período de alfabetização. “Se com os jovens de Nova Odessa [SP] estimulamos a criação de soluções inovadoras para a conservação hídrica a partir de suas casas, aqui estamos propondo a economia de água na culinária. As crianças vão estudar a pegada hídrica da produção de alimentos até a comercialização dos pratos servidos em restaurantes; essa sensibilização será importante para enraizar no interior delas o respeito para com o meio ambiente e revelar as oportunidades da economia verde, por meio da construção de sociedades sustentáveis”, diz Ana.
Segundo a Psicanálise, a estrutura da personalidade se estabelece aos cindo anos de idade, mas, para o pai do construtivismo na alfabetização, Jean Piaget, ela começa a se formar entre oito e 12 anos. “A transformação pessoal tem sido difícil hoje porque é trabalhada no Ensino Médio, faculdade, pós-graduações e até via coaching, ou seja, num momento em que a pessoa já ‘acredita estar preparada’ para os desafios do mundo. Com a nossa antecipação linguística de conceitos da EA para a formação ecoprofissional, acreditamos que poderemos contribuir por um planeta mais equilibrado e para a felicidade de seus habitantes”, ressalta ela.
“Durante as oito horas formação das professoras e coordenadoras do Externato Rio Branco, notei grande entusiasmo por parte delas, diante do nosso método. Embora a Educação Ambiental seja trabalhada transversalmente há muito tempo no colégio, amarrá-la ao Empreendedorismo Socioambiental e à Educação para o Consumo despertou uma admiração ainda maior pela temática, o que motivou as educadoras a trabalharem todos esses conceitos de forma sistêmica com seus alunos, para desenvolver a formação integral deles”, conclui a diretora.

Mais informações: Ana - (19) 98376-8000 ou analuciamicheli@gmail.com
Coordenação Pedagógica do RB - (11) 4368-0555 ou pedagogico.daniela@rbranco.com.br
          
 
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística

terça-feira, 19 de abril de 2016

Região receberá núcleo de formação ecoprofissional para jovens

Precursora do Empreendedorismo Socioambiental no Brasil, a agrônoma Ondalva Serrano esteve em Piracicaba (SP) ontem (18) para divulgar sua proposta metodológica de formação da juventude para o ecomercado de trabalho e colaborar com a “Construção de um Núcleo de Formação Ecoprofissional de Jovens na Estação Experimental de Tupi” – tema do workshop que ministrou na Esalq-USP, prestigiado pela Maestrello Consultoria Linguística, empresa novaodessense que também promove curso nessa área.
Ondalva, em momento de sua apresentação
A convite da responsável pelo horto do distrito piracicabano, Maria Luísa Bonazzi Palmieri, e do professor do Departamento de Ciências Florestais da universidade, Marcos Sorrentino, Ondalva palestrou para educadores, estudantes, gestores públicos e representantes de organizações sociais, todos interessados em reproduzir na região o Programa de Jovens - Meio Ambiente e Integração Social (PJ-MAIS), que é desenvolvido há cerca de 20 anos na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV), por meio de parceria entre o Instituto Florestal (IF) e o Instituto Auá (antiga Associação Holística de Participação Comunitária Ecológica), o qual a agrônoma é sócio-fundadora.
Sorrentino deu as boas-vindas aos presentes e agradeceu à presença da palestrante
Desde 1996, o programa já foi executado em 16 municípios. Atualmente, quatro cidades/núcleos estão com ele em operação: Cajamar, Cubatão, Paraibuna e Parelheiros. “Será a primeira vez que o PJ-MAIS irá para além do Cinturão Verde. Devemos fazer deste novo núcleo um polo radiador da metodologia”, pontuou Ondalva.
Entre mais de 400 reservas da biofera no mundo, a RBCV foi contemplada com um financiamento da ONU, em 2001, depois que o PJ-MAIS venceu como melhor projeto desenvolvido em reservas da América Latina e Caribe, em premiação da Unesco. Quatro anos mais tarde, o programa ganhou outro concurso internacional, o Development Marketplace, do Banco Mundial, como experiência de educação relevante, disputando com 2,7 mil concorrentes.
“O intuito do workshop foi conhecermos a metodologia, para encartarmos os participantes e viabilizarmos a construção do programa em Piracicaba”, afirmou Maria. “Para não ficarmos reféns da burocracia do Poder Público, é fundamental trabalharmos em parceria com organizações sociais, empresas e pessoas comprometidas com essa causa”, ressaltou Sorrentino.
Justificativa
Na tentativa de explicar a viabilidade do PJ-MAIS local, o biólogo Cristiano Pastor apresentou, no evento, o espaço educador “Estação Travessia”, que, entre 2007 e 2014, reuniu 50 jovens do Tupi, de 16 a 18 anos, para ensinar o desenvolvimento sustentável a partir da agroecologia. “Geramos oportunidades de aprendizado para os garotos - todos moradores da zona rural -, com base no tripé da sustentabilidade. Sempre em contato com a natureza, eles participavam de processos e atividades pedagógicas, divididas em cinco passos: ritmo, reconhecimento, planejamento, implantação e avaliação”, informou o facilitador do projeto.
Elaine falou sobre a importância de se comunicar as boas práticas socioambientais
Após a palestra, o público participou de atividades que estimularam a reflexão para a ação. “Os participantes tiveram de pensar em seus dons e imaginar como eles podem contribuir com o desenvolvimento do programa. Foi gratificante notar a identificação do grupo com a proposta e sua disposição para fazer acontecer cada módulo e disciplina”, destacou a organizadora do workshop.
Realizado em dois de anos, o PJ-MAIS é dividido em quatro módulos, de seis meses cada. O primeiro aborda a “Ecoformação”, o segundo a “Autoformação”, o terceiro a “Heteroformação” e o último faz a “Integração” dos saberes estudados. As disciplinas obrigatórias são “Formação Integral” e “Produção e Manejo Agrícola e Florestal Sustentável”; as opcionais tratam da “Agroindústria Artesanal”, “Turismo Sustentável” e “Consumo, Lixo e Arte”.
“A proposta do nosso Curso de Empreendedorismo Socioambiental também está alinhada à formação desta rede de jovens ecoprofissionais para a região. Esperamos poder unir a metodologia da Ondalva com o método Maestrello, em favor do novo núcleo que está sendo criado”, comentou Ana Lúcia Maestrello, educadora e diretora executiva da consultoria educacional de Nova Odessa (SP).
Edgar Fernando de Luca também representou o IF no evento
Segundo a representante do IF, Elaine Aparecida Rodrigues, o processo educativo formativo do PJ-MAIS estimula o protagonismo juvenil e o despertar de todas as potencialidades latentes no jovem e cria oportunidades de vivências produtivas e reflexivas de bens e serviços, desenvolvendo a capacidade de iniciativa. “Muitos trabalhos de nossos alunos já foram premiados no Brasil e internacionalmente, mas quase não teve divulgação. Reconhecemos que o programa precisa ganhar mais visibilidade, e a formação do núcleo de Tupi deve colaborar com isso”, projetou Elaine, já vislumbrando uma parceria com a Maestrello para a promoção do PJ-MAIS graças à força do Jornalismo Ambiental fomentado pela empresa social.
Fundada em 2008, a Maestrello Consultoria Linguística é uma startup educacional que objetiva disseminar o conhecimento para atender o interesse público e acelerar o processo de aprendizagem por meio de sua metodologia exclusiva, trabalhando por uma natureza mais equilibrada e sociedades sustentáveis, graças à sua força comunicativa socioambiental.

Mais informações: (19) 3438-7116 ou eetupi.if@gmail.com
          
 
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Empreendedor de NO ganha o mundo com suas cadeiras de barbear recicladas

O que era lixo, em 30 dias, torna-se artigo de luxo. Restaurada por Ricardo Hedlund em sua oficina na pacata Nova Odessa, interior de São Paulo, uma cadeira de barbear vira atração em um salão de beleza de Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, sinônimo de riqueza pelo mundo.
A Maestrello Consultoria, que promove o empreendedorismo socioambiental no Brasil, vai contar a história de um conterrâneo que está se popularizando com um ofício criativo, sustentável e rentável.
Trabalhando como mecânico em empresas da região e até multinacionais, Ricardo - atualmente com 47 anos - ainda não havia se encontrado profissionalmente. Em casa, o hobby de reformar móveis antigos parecia lhe dar mais prazer. Foi então que, em 1992, apareceu uma cadeira de barbear no fundo do quintal de sua casa para ele restaurar. E a peça customizada para o Museu do Ipiranga foi “divisor de águas” em sua vida.
Natural de Jundiaí (SP), Ricardo veio para Nova Odessa ainda bebê. “Minha mãe trabalhava como tecelã aqui, daí meu pai a conheceu e começaram a namorar. Viemos para cá quando eu tinha um ano”, informa ele, lembrando também de suas duas irmãs.
Pai e filho na oficina
“O gosto pela Mecânica e por renovar artigos [até então] inservíveis veio do meu pai, um restaurador de relógios”, ressalta. Mas também pode ser genética: o filho Luiz Miguel, de 21 anos, o ajuda na oficina, que funciona de segunda a sábado, com empolgação.
E o jovem destaca a importância do trabalho deles para o Meio Ambiente. “Chegamos a tirar cadeira do meio do mato para reformar. O óleo usado nessas peças antigas também é muito poluente”, afirma o filho.
Além de promover a reciclagem, o serviço evita o consumismo. “As cadeiras novas, por exemplo, não duram nada, são praticamente descartáveis. Já as nossas damos dois anos de garantia, mesmo sendo de séculos atrás”, diz o empreendedor.
A cadeira mais antiga que reformou é de 1823. Na manhã desta sexta-feira (15), ele tinha uma de 1890 para restaurar, embora outra pronta, dez anos mais nova, dava brilho à oficina.  Mas nem tudo é feito ali. Ricardo terceiriza os serviços de jato de areia (para remoção de pintura), cromagem, tapeçaria e o frete.
Cadeiras de 1823 (vendida), de 1890 (comprada) e de 1900 (negociando)
“No país, já fui levar encomenda pra Bahia, de carro, e fretado entregou no Mato Grosso e em Pernambuco”, recorda. No entanto, o reconhecimento internacional o enche de orgulho. “Fiz quatro cadeiras pro Zidane, que hoje estão na casa dele, na França. Têm outras em Dubai, Portugal”, celebra o empresário.
Zidane, Ricardo e seu filho, após gravação de comercial em que destaca uma cadeira dele
Importante ressaltar que seu trabalho favorece o crescimento de outros. “Tem barbearia que começou com uma cadeira minha e depois virou rede, que se espalhou pela Capital, e acabei vendendo mais 12. Em Nova Odessa tem uma barbearia que foi montada por mim, no ano passado, e está indo bem também”, pontua Ricardo.
“Adoro morar aqui. É uma cidade muito boa para se viver, pela segurança, educação, meio ambiente e incentivo à cultura - neste caso, por exemplo, vou poder mostrar meu trabalho num evento que será realizado domingo agora, paralelo a um festival de música gratuito”, destaca ele.
Encomenda para a Marvel
Ainda sobre a popularização da Hedl Custom – Barberchairs, ele revela prós e contras. “Gosto da exposição, tanto por parte da mídia como nos eventos, pois as pessoas reconhecem meu trabalho, mas isso também prejudica em relação à concorrência, porque inflaciona o mercado. Porém, essa divulgação, quando focada na sustentabilidade e no estímulo ao empreendedorismo local, como a Maestrello está se propondo a fazer nesta reportagem, acho muito importante”, enfatiza o mecânico.
Uma cadeira usada, para ele reformar, custa de dois a três mil reais. Após a restauração de sua empresa, é comercializada de seis até 18 mil. “Quanto mais antiga, mais cara. Levo, em média, 30 dias para concluir um serviço”, comenta Ricardo, que, embora reconheça a crise econômica brasileira, incentiva o desenvolvimento de novos negócios, “que venham para fazer a diferença”.
“Contudo, ainda tenho um sonho de montar uma barbearia para meus filhos tocarem, aqui na cidade. O Luiz continuaria produzindo as cadeiras; o mais novo, João Pedro [20 anos], seria o barbeiro, pois já atua na área; e o Leonardo [24], por ser bancário, poderia fazer a administração”, conclui o empreendedor socioambiental novaodessense.

Mais informações: (19) 99756-0466 ou ricardohedlund@hotmail.com
          
 
Juan Piva
MTB – 67.378/SP
Assessoria de Comunicação
Maestrello Consultoria Linguística